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WELISTON FERNANDES | PAPO DE OBRA
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A construção civil no Brasil segue como um dos principais pilares da economia nacional. Mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, o setor continua gerando empregos, atraindo investimentos e impulsionando o desenvolvimento urbano e de infraestrutura em 2026.
Em 2024, a construção civil apresentou crescimento de 4,3%, desempenho superior à média da economia brasileira. Segundo dados do IBGE e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o setor alcançou um Produto Interno Bruto estimado em R$ 359,5 bilhões.
Já em 2025, o ritmo de crescimento desacelerou. O aumento das taxas de juros, o encarecimento do crédito imobiliário e a elevação dos custos de produção impactaram o setor. Projeções mais recentes indicam crescimento entre 1,3% e 1,8%, mantendo resultado positivo, porém mais moderado.
A continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida segue como um dos principais fatores de sustentação do setor, especialmente no segmento de habitação popular. A demanda por moradia permanece elevada, mesmo com condições de crédito mais restritivas.
Obras de infraestrutura em saneamento, rodovias, mobilidade urbana e energia continuam relevantes. Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões têm desempenhado papel importante na viabilização de projetos de médio e longo prazo.
Apesar da expectativa de redução gradual, os juros ainda permanecem em patamares elevados, impactando diretamente o financiamento imobiliário, o ritmo de lançamentos e a execução de novas obras.
Os custos de produção seguem pressionados, muitas vezes acima da inflação geral. Isso exige maior planejamento financeiro, controle de desperdícios e aumento da eficiência operacional nas obras.
A falta de profissionais qualificados continua sendo um problema estrutural do setor. O envelhecimento da força de trabalho e a baixa adesão de jovens à construção civil impactam produtividade, prazos e custos.
Projeções econômicas indicam que o PIB brasileiro deve crescer cerca de 1,8% em 2026. Para a construção civil, as estimativas apontam crescimento entre 2,0% e 2,5%, condicionado à política monetária, à inflação e à evolução do crédito imobiliário.
Mesmo com crescimento mais moderado, a expectativa é de que a construção civil mantenha desempenho levemente superior ao PIB nacional.
A construção civil permanece como um setor estratégico para o Brasil em 2026. Apesar dos desafios relacionados a juros, custos e mão de obra, a combinação de demanda estrutural por moradia, investimentos em infraestrutura e inovação tecnológica sustenta perspectivas positivas no médio e longo prazo.
Para entender como regularizar obras, evitar problemas fiscais e melhorar a gestão do seu projeto, confira:
O que é o CNO (Cadastro Nacional de Obras) e como ele impacta a construção civil
Gostei
ResponderExcluirObrigado! Se inscreva e receba conteúdos sobre construçao e engenharia.!
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